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Geração distribuída de energia solar amplia demanda por financiamento estruturado de menor escala, avalia ID CTVM

ID CTVM
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O setor deve crescer 15% em potência instalada em 2026 e já soma quase 4 milhões de sistemas conectados, impulsionando emissões voltadas especificamente a projetos de minigeração fotovoltaica

A geração distribuída de energia solar consolidou um modelo de crescimento distinto dos grandes projetos de geração centralizada que tradicionalmente dominam o financiamento via debêntures incentivadas. O setor deve crescer 15% em potência instalada em 2026, atingindo a marca de 50 gigawatts, partindo de uma base que já soma 3,87 milhões de sistemas conectados em 5.565 municípios brasileiros, beneficiando cerca de 21 milhões de pessoas com créditos de energia gerados por unidades de geração próxima ao ponto de consumo. Esse crescimento pulverizado, formado por milhares de projetos de menor escala em vez de poucos empreendimentos de grande porte, tem impulsionado um formato específico de financiamento estruturado, com emissões voltadas exclusivamente a projetos de minigeração fotovoltaica somando R$ 1,4 bilhão em captações recentes, tema que a ID CTVM acompanha de perto em sua atuação de custódia e controladoria de ativos de infraestrutura energética.

Escala menor exige estruturas de agregação de projetos

Diferentemente de uma usina solar de grande porte, financiada individualmente por uma emissão de debêntures dedicada ao projeto, sistemas de geração distribuída costumam ter porte muito menor, o que torna inviável financiar cada instalação de forma isolada via mercado de capitais. Para viabilizar o acesso desse tipo de projeto a capital estruturado, gestoras especializadas têm desenvolvido veículos que agregam centenas ou milhares de pequenos sistemas de geração distribuída em uma única carteira, diluindo o custo de estruturação entre um volume elevado de projetos menores e tornando viável o acesso ao mercado de capitais para esse segmento pulverizado.

Segundo Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, a agregação de projetos é o que torna a geração distribuída financeiramente viável para o mercado de capitais.

“Um único sistema residencial ou de pequeno comércio não justifica uma estrutura de captação dedicada. Mas quando você agrega milhares desses sistemas em uma única carteira, a escala financeira passa a fazer sentido para investidores institucionais”, avalia o executivo.

Segurança regulatória segue como fator determinante

O ritmo de expansão da geração distribuída depende diretamente da previsibilidade das regras que regem o setor, incluindo a cobrança progressiva pelo uso da infraestrutura de distribuição, prevista para atingir 60% do valor integral em 2026, conforme cronograma estabelecido pela legislação que instituiu o marco regulatório do setor. Investidores e gestores que estruturam fundos de geração distribuída monitoram de perto esse tipo de definição regulatória, já que ela impacta diretamente a rentabilidade projetada de cada sistema incorporado à carteira do fundo.

A ID CTVM é habilitada pela CVM e pela ANBIMA para exercer custódia qualificada, controladoria e administração fiduciária de fundos e títulos de infraestrutura, incluindo veículos voltados à geração distribuída de energia. A companhia opera ecossistema de portais integrados por APIs, capaz de processar o acompanhamento de milhares de pequenos ativos individuais dentro de uma mesma carteira agregada de geração distribuída.

Investimentos elevados devem sustentar o setor

Para Balassiano, o volume de investimento previsto para o setor em 2026, estimado em R$31 bilhões, reforça a relevância crescente da geração distribuída na matriz energética brasileira.

“É um setor que já gera empregos e movimenta capital em escala relevante. Faz sentido que o mercado de capitais desenvolva estruturas cada vez mais sofisticadas para financiar esse crescimento pulverizado”, pondera o diretor da ID CTVM.

Monitoramento remoto acompanha geração de cada sistema

A gestão de uma carteira composta por milhares de pequenos sistemas de geração distribuída depende de monitoramento remoto contínuo da geração efetiva de cada unidade, comparando a produção real de energia com as projeções utilizadas na estruturação da operação. Plataformas de telemetria conectadas diretamente aos inversores de cada sistema fotovoltaico permitem identificar rapidamente equipamentos com desempenho abaixo do esperado, seja por questões técnicas, manutenção pendente ou condições climáticas atípicas, informação essencial para que administradores fiduciários e gestoras ajustem premissas de rentabilidade projetada e antecipem eventuais impactos sobre o fluxo de caixa da carteira agregada.

Modelo de agregação deve se sofisticar nos próximos anos

A expectativa entre especialistas é que os modelos de agregação de projetos de geração distribuída em veículos estruturados continuem se sofisticando nos próximos anos, ampliando o acesso desse segmento pulverizado ao mercado de capitais. Para administradores fiduciários e custodiantes, a capacidade de acompanhar milhares de pequenos ativos individuais dentro de uma única carteira, com precisão e escala, deve seguir como um diferencial técnico relevante na estruturação desse tipo de fundo.

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