
Conforme o especialista Rodrigo Balassiano, os fundos de direitos creditórios no setor agroindustrial têm se consolidado como instrumentos eficazes de financiamento para produtores, cooperativas e empresas ligadas à cadeia do agronegócio. Por meio dos FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), é possível antecipar receitas futuras oriundas de vendas a prazo, contratos de fornecimento e demais recebíveis característicos da atividade agroindustrial. Essa estrutura permite maior acesso ao crédito, com condições mais favoráveis e menos dependência de financiamento bancário tradicional.
Explore como os fundos de direitos creditórios estão fortalecendo o agronegócio com crédito ágil, investimentos viáveis e apoio às cadeias produtivas do campo.
Como os fundos de direitos creditórios no setor agroindustrial funcionam?
Os fundos de direitos creditórios no setor agroindustrial operam por meio da aquisição de recebíveis originados de atividades ligadas à produção, processamento e comercialização de produtos agrícolas. Esses recebíveis, como duplicatas, CPRs (Cédulas de Produto Rural) e contratos de fornecimento, são vendidos pelas empresas ao fundo, que antecipa o valor desses créditos com um deságio. Assim, o produtor ou empresa recebe recursos de forma imediata, enquanto os investidores do fundo são remunerados conforme o fluxo de pagamento dos devedores.

Entenda com Rodrigo Balassiano como os fundos de direitos creditórios fortalecem o fluxo de capital no campo com segurança e eficiência.
De acordo com Rodrigo Balassiano, esse mecanismo é especialmente vantajoso em um setor onde a sazonalidade e o ciclo produtivo exigem grande capital de giro. O acesso rápido a recursos permite que produtores invistam em insumos, equipamentos ou expansão sem comprometer sua saúde financeira. Ao mesmo tempo, os FIDCs oferecem aos investidores a possibilidade de aplicar em ativos com lastro real na economia do campo, diversificando suas carteiras e obtendo retornos potencialmente atrativos.
A operação também conta com estruturas de mitigação de risco, como análise criteriosa dos recebíveis, garantias adicionais e segmentação das cotas (preferenciais e subordinadas). Essa arquitetura protege os investidores, mesmo em um setor suscetível a variações climáticas e de preços. Como resultado, os FIDCs se tornam uma alternativa sólida tanto para quem precisa de crédito quanto para quem busca investimento em ativos da economia real.
Quais são os benefícios dos FIDCs para a cadeia agroindustrial?
Os FIDCs oferecem uma série de benefícios para a cadeia agroindustrial, desde pequenos produtores até grandes agroindústrias. Um dos principais é o acesso mais amplo e rápido ao financiamento, especialmente em regiões ou momentos em que o crédito bancário tradicional é escasso ou caro. Com os fundos de direitos creditórios, as empresas podem captar recursos com maior agilidade, favorecendo a continuidade da produção e o cumprimento de compromissos financeiros.
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Como destaca Rodrigo Balassiano, a personalização das operações é outro benefício importante. Os FIDCs podem ser estruturados sob medida, considerando o tipo de recebível, o perfil do cedente e o prazo necessário. Isso permite soluções alinhadas à realidade de cada elo da cadeia agroindustrial, respeitando particularidades como ciclo de safra, prazos de comercialização e logística. Essa flexibilidade torna o instrumento atrativo tanto para cooperativas quanto para grandes empresas exportadoras.
Quais cuidados devem ser tomados ao investir em fundos ligados ao agronegócio?
Investir em fundos de direitos creditórios no setor agroindustrial exige atenção a alguns fatores específicos. O primeiro é a análise da qualidade dos recebíveis que compõem a carteira. É essencial verificar se os créditos têm boa origem, se os pagadores são confiáveis e se os contratos estão bem formalizados. Uma carteira mal estruturada pode comprometer a rentabilidade do fundo e aumentar o risco de inadimplência.
Outro ponto de atenção é a exposição do fundo a riscos climáticos e de mercado, muito presentes na atividade agroindustrial. Eventos como secas, geadas ou quedas no preço das commodities podem afetar a capacidade de pagamento dos devedores. Por isso, Rodrigo Balassiano ressalta que é de suma importância entender se o fundo adota políticas de diversificação por região, cultura ou tipo de crédito, além de avaliar os mecanismos de proteção incluídos na estrutura.
Por fim, o investidor deve considerar a governança do fundo: quem é o gestor, qual a experiência do originador e como são feitas as auditorias e controles. Fundos bem geridos contam com processos rigorosos de análise, compliance e transparência. Ao escolher um FIDC agroindustrial com essas características, o investidor pode se beneficiar de bons retornos, com riscos equilibrados e exposição a um setor vital da economia brasileira.
Autor: Yuliya Mikhailova