
A Força Municipal do Rio de Janeiro registrou queda de até 73,1% nos índices de roubos e furtos de celulares e contra pedestres em áreas atendidas pelo policiamento preventivo e ostensivo. O balanço foi divulgado pela Prefeitura do Rio em 22 de setembro de 2026, durante uma reunião do CompStat Rio, e considera os seis primeiros meses de atuação da estrutura.
De acordo com a Prefeitura do Rio, os dados foram produzidos a partir de registros do Instituto de Segurança Pública (ISP). A comparação considera períodos correspondentes de 2025 e 2026, levando em conta os locais e os horários em que os agentes municipais estavam atuando.
A maior redução mencionada no balanço ocorreu no perímetro formado pelo Metrô de Botafogo, a Rua São Clemente e a Rua Voluntários da Pátria, na Zona Sul. O resultado reúne uma área de circulação de passageiros, comércio e serviços, com deslocamentos intensos ao longo do dia.
Policiamento foi implantado gradualmente
A implantação da Força Municipal começou de forma gradual em março de 2026. Segundo a Prefeitura, a divisão de elite da Guarda Municipal já atua em 14 perímetros definidos com base na análise de manchas criminais e em dados estatísticos sobre ocorrências.
Além do entorno de Botafogo, a operação alcança áreas como Jardim de Alah, Central do Brasil, Campo de Santana, Cinelândia, Campo Grande, Bangu, Méier, Cachambi, Jardim Oceânico, Barra da Tijuca, Santa Cruz, Freguesia e Jacarepaguá. A distribuição dos agentes contempla regiões com grande circulação de moradores, trabalhadores, usuários do transporte público e visitantes.
O objetivo do modelo é concentrar o patrulhamento em pontos considerados prioritários a partir da leitura territorial dos registros. A estratégia permite direcionar a presença ostensiva para locais e horários específicos, em vez de distribuir o efetivo de maneira uniforme por toda a cidade.
O que os números mostram
O percentual de 73,1% representa a maior redução identificada entre os perímetros e recortes analisados no balanço. A cobertura sobre o tema feita por O Dia também destacou a diminuição dos registros em áreas como Botafogo e Freguesia/Jacarepaguá.
Os resultados, no entanto, precisam ser interpretados dentro dos limites apresentados pelas próprias informações do levantamento. A comparação não corresponde a todos os bairros do Rio nem a todos os horários do dia. Ela se restringe aos perímetros selecionados e aos períodos em que a Força Municipal estava presente.
Também não é possível concluir, apenas com esses dados, que a queda tenha sido causada exclusivamente pela atuação dos agentes municipais. A variação dos registros pode estar relacionada a diferentes fatores de segurança pública, mobilidade, comportamento da população e dinâmica das ocorrências. O balanço oficial indica uma associação temporal entre a presença do policiamento e a redução observada, mas não constitui, isoladamente, uma avaliação independente de causalidade.
Áreas de grande circulação estão entre as prioridades
A escolha dos locais envolve regiões próximas a estações de transporte, centros comerciais, áreas turísticas e corredores de deslocamento. No caso de Botafogo, por exemplo, o perímetro reúne o entorno de uma estação de metrô e vias de acesso importantes para a Zona Sul.
Na região central, a presença da Força Municipal inclui pontos como a Central do Brasil, o Campo de Santana e a Cinelândia. Já na Zona Oeste, o patrulhamento alcança bairros como Campo Grande, Bangu, Santa Cruz, Barra da Tijuca, Jardim Oceânico, Freguesia e Jacarepaguá. Na Zona Norte, estão incluídos Méier e Cachambi.
Para a população, a principal implicação do balanço é a indicação de que os registros de roubos e furtos diminuíram nos locais e horários monitorados. Ainda assim, a leitura dos números deve ser feita de maneira localizada, sem transformar o resultado dos 14 perímetros em uma conclusão sobre a criminalidade em toda a capital fluminense.
A Prefeitura informou que a Força Municipal completou seis meses de atuação em setembro de 2026. O acompanhamento dos indicadores do ISP e a análise de novos padrões de ocorrência devem orientar a manutenção ou eventual revisão dos pontos de atuação, conforme a dinâmica da segurança urbana no Rio.








